quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Arte na Pré-história e na Antiguidade


Arte é uma forma de linguagem, uma forma de expressão utilizada pelo homem desde os tempos mais remotos. A arte contribui para espiritualização do homem que procura assumir-se e conhecer-se para atuar de modo mais consciente e livre no mundo.
O conceito de beleza teve origem na Grécia antiga, produto de uma determinada filosofia de vida. A arte era para os gregos uma idealização da natureza e especialmente do homem.
O importante ao analisarmos uma obra de arte é descobrir os motivos que a determinam: o pensamento, a imaginação, o sentimento, as circunstâncias de época, de lugar, de ambiente em que nasceu. A arte foi feita por grandes homens, aqueles que souberam ver e expressar a essência de seu tempo e antecipar os desafios do futuro como Velasquez, Michelangelo, Goya, Leonardo da Vinci e muitos outros.
A arte começou a ser criada na pré-história. No ano de 1879, o Marquês Marcelino de Sautuola, estudioso de arqueologia levou sua filha Maria a região de Altamira, situada ao norte da Espanha em meio aos montes Cantábricos. Era uma área de grande interesse, pois já se sabia na época de grutas pré-históricas ainda não exploradas. Enquanto o Marquês observava as paredes rochosas, sua filha havia descobrido uma abertura na caverna onde podiam ser vistos touros pintados. Maria encontrou um verdadeiro tesouro. A caverna de Altamira é para alguns historiadores de arte a capela Sistina da pré-história, por tamanha variedade de pinturas encontradas, tanto na parede como no teto. Com o descobrimento de varias cavernas como Lascaux, Font de Gaume entre outros.

ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA OU ARTE RUPESTRE

Na pré-história encontraremos duas importantes divisões: o período paleolítico e o período neolítico.

  • Período Paleolítico
Conhecido como idade da pedra lascada é o período mais antigo e longo da história (3,5 milhões a.C. à 10.000 a.C.). Os diferentes grupos hominídeos vivem em pequenos bandos, alimentam-se de caça, pesca e coleta de frutos. Abrigam-se em cavernas. Desenvolvem muito lentamente a linguagem oral e a fabricação de instrumentos de osso e pedra com os quais caçam, guerreiam e realizam entalhes nas pedras. Em diferentes momentos aprendem a utilizar e produzir fogo.
As primeiras manifestações artísticas no período Paleolítico consistem em pinturas e gravuras encontradas nas paredes das cavernas representadas por figuras de servos, bisontes, cavalos selvagens, ursos, rinocerontes peludos, mamutes e outros animais feitas pelo homo sapiens. Não ficou testemunho de manifestação artística da cultura dos homens de Neandertal.
A figura humana também aparece, mas em menor quantidade. Na escultura de modo geral, aparecem mulheres com grandes seios, ventre saltado e nádegas grandes.
O homem foi primeiro escultor e depois pintor, dada a maior capacidade de abstração exigida pela pintura. Nesse período aparecem figuras femininas talhadas em marfim, osso e pedra, apresentando geralmente formas volumosas, bastante gordas que estariam ligadas a símbolos ou ritos de fecundação. Entre as esculturas mais conhecidas está a Vênus de Willendorf e a Vênus de Brassempouy.
O homem primitivo para conseguir a cor em suas pinturas utilizou: terras vermelhas, amarelas e pardas. Carvão, pedra calcária, gordura animal e sangue de animal. Na arquitetura o homem primitivo utilizou cavernas naturais e posteriormente a construção de Dólmens (monumento que apresenta duas pedras na vertical e uma sobreposta na horizontal), a construção de Navetes (túmulos em forma de naves feitos em pedra e fechados), a construção de Cromlecs (varias pedras na vertical com pedras sobrepostas na horizontal , abertas em uma extremidade), a construção do Menir (uma grande pedra vertical que os historiadores acreditam ser um monumento religioso).

  • Período Neolítico
O desenvolvimento da agricultura e o inicio da metalurgia entre os anos 8.000 e 4.000 a.C. constituem os aspectos principais da chamada revolução Neolítica ou Idade da pedra Polida os homens agrupam-se em povoados e aumenta a divisão do trabalho o que permite a produção de excedentes e a realização de intercâmbios com outras comunidades. A pintura e a escultura são bastante desenvolvidas nesse período. Observe algumas características: a pintura torna-se decorativa, os vasos tem motivos geométricos, esculturas são feitas em metais e criam-se os adornos corporais.
Com essa evolução surge a escrita e o homem passa a deixar registros organizados por escrito entrando no período que chamamos História.

A ARTE NA ANTIGUIDADE

O primeiro período em que a história se divide é na idade antiga que começa com o aparecimento da escrita. Este foi o período das grandes civilizações míticas como a da Mesopotâmia, do Egito, da Grécia e de Roma.

Neste ciclo histórico foram produzidas as sete maravilhas do mundo antigo: Pirâmides do Egito, Colosso de Rodes, os Jardins suspensos da Babilônia, estátua criselefantina de Zeus, o templo de Artemis, o mausoléu de Halicarnasso e o Farol de Alexandria.
  • A Arte Mesopotâmica
Na Mesopotâmia desenvolveram-se muitas civilizações: Sumeriana, Babilônica, Persa e Assíria. Na arquitetura encontramos o tijolo crú e cozido. Os sumérios construíram templos, palácios e Zigurates que são construções com torres em andares. A escrita dessa época recebe o nome de escrita cuneiforme. Os documentos escritos da mesopotâmia são tabuas pictográficas de Uru.
Na música todos os povos da Mesopotâmia possuíam instrumentos de corda, sopro e percussão, tocavam e cantavam em conjunto em cerimônias festivas, guerreiras e fúnebres. A escultura aparece como complemento da arquitetura, sendo muito usados os baixos relevos. A cerâmica apresenta tijolos cozidos, objetos domésticos e também tijolos vitrificados. Esses tijolos vitrificados são policromados e a pintura aparece sob a forma de afresco.

  • A Arte Egípcia
Os egípcios construíram em sua época uma grande civilização. Trabalharam a arte em variadas manifestações, mas as que chegaram até nós com destaque foram a arquitetura, a pintura e a escultura. A arquitetura egípcia caracteriza-se por: aspecto maciço e pesado, simplicidade de formas, poucas aberturas e tamanho colossal dos monumentos.
Os egípcios construíram dois tipos de monumentos: funerários e religiosos. Os monumentos funerários são: Pirâmide ( para o Faraó), mastaba ( para os nobres) e o hipogeu (para o povo). Os monumentos religiosos eram: o templo (local de adoração aos deuses), o obelisco (monumento megalítico feito com uma única pedra em ponta) e a esfinge (escultura que apresenta cabeça humana e corpo de leão, simbolizando a inteligência aliada a força). Inúmeras são as pirâmides e esfinges no Egito, destacam-se as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos. E a esfinge de Gizé que é maior de todas.
A pintura Egípcia possui características que a tornam única: ausência de perspectiva, uso da lei da frontalidade, uso de cores planas sem sombreado, policromia e a união da pintura com os hieróglifos. A escultura egípcia foi grandemente desenvolvida, suas principais características são: estátuas gigantescas, estátuas esculpidas na rocha, estátuas representando imobilidade e rigidez. As imagens esculpidas nas pirâmides revelam que os egípcios possuíam numerosas espécies de instrumentos musicais: arpas, alaúdes, flautas, trompas, tambores e campainhas.
A escrita egípcia é encontrada em todos os túmulos. Externa e internamente, seja esculpida, seja pintada nas paredes, em papiros e pergaminhos.
  • A Arte Grega
Os gregos eram voltados para arte do pensar, a filosofia. Sócrates, Platão e Aristóteles foram filósofos gregos. A arquitetura grega apresenta três ordens arquitetônicas: a Dórica, a Jônica e a Coríntia. Suas principais características são: planta retangular, uso do frontão triangular, uso das cariátides, ausência do arco e da abóboda, colunas rodeando os edifícios e predomínio da linha horizontal sobre a vertical. Os gregos construíram templos, teatros, ginásios e pórticos. Situado na acrópole em Atenas está o mais famoso conjunto arquitetônico grego e nele encontramos a obra mais importante, o Partenon. Esse templo é a obra prima em arquitetura. Construído em estilo Dórico, ele é perfeito visto sob todos os ângulos.
A escultura grega foi muito trabalhada, tendo na estatuária seu ponto máximo, suas características gerais são: expressão corporal, movimento e técnica antefrontal. Os gregos trabalharam muito o afresco e em muitos casos utilizaram o mosaico para substituir a pintura. É na cerâmica que vamos encontrar exemplos da pintura. A pintura em vaso foi muito desenvolvida na Grécia, tendo como temas as cenas de guerras, cenas do cotidiano e cenas do mar e seus habitantes.
O Teatro é originário da Grécia. É o resultado da união da poesia e da música. Os principais instrumentos gregos eram a flauta, trompas, tambores, citaras e liras. Os gregos faziam música de orquestra, de dança, festiva, fúnebre e heroica.

  • A Arte Romana
Roma chegou a governar o mundo. Foi centro do maior império da antiguidade e sua influência se fez sentir em toda Europa, parte da Ásia e África. A arte romana recebeu influência grega e etrusca. Dos etruscos herdou o arco e a abóbada. Dos gregos todo o restante. Com a decadência da arte clássica grega, a arte romana toma seu lugar a partir do séc. I a.C.
Alguns templos são derivados diretamente da estética grega. Paralelamente surge no império romano a prática da pintura mural decorativa. Em localidades como Pompéia atinge grande inventividade com ensaios de perspectiva que só serão retomados no Renascimento. A escultura romana por sua vez não apresenta evolução significativa com relação a grega. A arquitetura romana caracterizou-se por apresentar: tamanho colossal dos monumentos, uso do arco romano e da abóbada, uso da ordem compósita e estátuas nos telhados. As construções romanas mais típicas são: templos (para adoração dos deuses), basílicas (para o comercio e aplicação das leis), termas (local destinado a higiene física e mental), circos ( para diversão pública), teatros (imitação dos teatros gregos), anfiteatros ( criação romana, tinha forma de circulo fechado. O mais famoso é o anfiteatro Flaviano ou Coliseu). Monumentos decorativos como arcos do triunfo, colunas e aquedutos.
Características da escultura romana: realismo, uso do retrato em larga escala, aparecimento da estátua equestre, movimento e técnica antefrontal. A cerâmica romana seguiu os mesmos padrões da cerâmica grega, assim como o mosaico. A literatura evoluiu muito em Roma. Os principais escritores foram: Cícero, Virgílio, Horácio, Lívio Andrónio e Plauto. No teatro encontramos diferença entre o grego e o romano. Os romanos representavam as cenas mais violentas, enquanto os gregos eram apenas narradas. Na música, a lira, a citara e a arpa foram os instrumentos mais comuns.
O império romano foi grandioso, mas o luxo, a indolência, o vício e a corrupção levaram os romanos a decadência e a extinção de seu império.


Referência Bibliográfica

GOMBRICH, E. H. A história da Arte. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988

UPJOHN, Everard M.; WINGERT, Paul S.; MAHLER, Jane Gaston. Histoire mondiale de l'art: De la préhistoire a la Grèce antique. Paris: Marabout Université, 1965

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Vigotski: A formação social da mente


Na área de Psicologia da educação Piaget tem sido a maior referência, então o aparecimento do Vigotski trouxe outra alternativa e o Piaget não é um autor preocupado com a escola e com a intervenção pedagógica.
Nasceu em 1896 na Bielorrússia país que fez parte da extinta União Soviética e faleceu em 1934 com tuberculose aos 37 anos. Membro de uma família de situação econômica confortável e, também, uma das mais cultas da cidade. Formou-se em Direito, trabalhou como professor e pesquisador nas áreas de psicologia, pedagogia, filosofia, literatura, deficiência física e mental. Com Leontiev e Luria formou um grupo de jovens intelectuais da Rússia pós revolução que buscavam uma nova psicologia. Embora a produção de Vigotski não seja um sistema explicativo completo é um trabalho vasto com cerca de 200 trabalhos científicos que serviram de ponto de partida para inúmeros projetos de pesquisas posteriores. Os temas vão desde a neuropsicologia, crítica literária, deficiência, linguagem, psicologia e educação.
Segundo Vigotski (2007), existem os planos genéticos de desenvolvimento, este implica que o mundo psicológico não está pronto previamente, ou seja, não nasce com as pessoas, mas também não é um pacote pronto recebido pelas pessoas do meio ambiente. Vigotski é um autor dito interacionista, pois leva em conta questões tanto internas quanto questões externas no desenvolvimento do sujeito.
Para Vigotski há quatro entradas do desenvolvimento que servem para caracterizar o funcionamento psicológico do ser humano: a Filogênese, a Ontogênese, a Sócio-gênese e a Microgênese.
  • Filogênese
A filogênese diz respeito a história da espécie animal e como essa história define limites e possibilidades psicológicos. Logo, há coisas que somos capazes de fazer e há coisas que não somos capazes de fazer. Uma série de características de funcionamentos do corpo humano que servirão para fundamentar o psicológico dos sujeitos. Vigotski aponta como maior característica do animal humano a plasticidade do cérebro, pois o homem é o animal menos pronto ao nascer e depende do que o ambiente fornecer o cérebro vai se adaptando.


  • Ontogênese
O segundo plano genético do qual Vigotsky fala é o chamado Ontogênese que significa o desenvolvimento do ser, ou seja, de um individuo de uma determinada espécie que possui um caminha para se desenvolver. Nasce, cresce, se reproduz, morre e num determinado ritmo, uma certa sequência e este plano está muito ligado a filogênese, porque os dois são de natureza muito biológica dizendo respeito a pertinência do homem a espécie. Um exemplo dessa sequência é o tempo que o bebê passa deitado, depois sentado, engatinhando, levanta e finalmente aprende a andar.
  • Sociogênese
A sociogênese nada mais é que a história cultural, ou seja, a história da cultura onde o sujeito está inserido. As formas de funcionamento cultural que interferem no funcionamento psicológico. Há dois aspectos importantes: o primeiro é a cultura como alargador das potencialidades humanas e o segundo aspecto é a possibilidade com que as culturas se organizam de modo diferente.

  • Microgênese
A microgênese refere-se ao fato que todo fenômeno psicológico tem sua própria história, ou seja, tem foco bem definido. A microgênese é a porta do não-determinismo, pois a filogênese e a ontogênese carregam um certo determinismo biológico. O sujeito está atrelado as possibilidades de sua espécie. Na sociogênese há um determinismo cultural, pois a cultura está determinando para onde o individuo pode ir, dando também limites e possibilidades.
A microgênese observa que cada fenômeno tem sua história e que ninguém tem história igual do outro, isso implica na singularidade da pessoa e na heterogeneidade do ser humano. Não há duas histórias iguais. Coisas que parecem, resultam diferente, pois experiências diferentes.

  • Mediação simbólica
A invenção e o uso dos signos são meios auxiliares para solucionar um dado problema psicológico, tais como lembrar, comparar, 


CONTINUA...


Referência Bibliográfica

VIGOTSKI, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. 168 p.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Piaget e a epistemologia genética

Jean Willian Fritz Piaget é um dos autores mais influentes do século XX. A sua importância vem do volume de sua obra, por volta de 70 livros e mais de 200 artigos. Piaget faleceu aos 83 anos no ano de 1980. O ponto essencial de sua obra é o estudo da inteligência e construção do conhecimento.
A epistemologia genética trata do desenvolvimento da inteligência e da construção do conhecimento. Epistemologia é a filosofia da ciência, ou seja, a parte que estuda o fenômeno da ciência e genética significa um estudo da construção do conhecimento. Sua obra responde uma pergunta: "Como os homens constroem conhecimento?", ou seja, como o homem passa do conhecimento x para o conhecimento x+1 e esse foi o problema que tentou resolver durante toda sua vida.
Como a criança é o ser que mais evidentemente constrói conhecimento, Piaget concentrou seu trabalho com crianças, mas sua pergunta não é de psicologia da criança. Sua pergunta é epistemológica: "como os homens sozinhos ou em conjunto constroem conhecimento?", por esse motivo sua obra fala sobre inteligência e construção do conhecimento.

Inteligencia

Para Piaget a inteligência deve ser definida enquanto função e enquanto estrutura. Função é o processo de adaptação, pois os processos da inteligência leva o sujeito a sobreviver, adaptar-se ao meio, modificar o meio para adaptar-se melhor a ele. Enquanto estrutura é a organização dos processos que permitem, se a organização for complexa um nível de conhecimento superior e se for menos complexa um nível de conhecimento inferior. O crescimento da inteligência não se dá por acumulo de informações, mas pela reorganização dessa própria inteligência, ou seja, crescer é reorganizar a própria inteligência para ter maior possibilidade de assimilação.

Conceitos
  • Assimilação

Conceito retirado da biologia. Na sua psicologia assimilação significa entrar em contato com o objeto de conhecimento e retirar desse objeto de conhecimento algumas informações e essas informações e não outras. Logo, assimilação significa interpretar o mundo apropriando-se elementos para resolver problemas e deixar outros elementos de lado.
  • Acomodação
As estruturas mentais, entenda-se por estrutura mental a organização da pessoa para conhecer o mundo, são capazes de se modificar para dar conta das singularidades do objeto. Se pensarmos assimilação e acomodação podemos dizer que assimilar é conhecer o objeto, mas como o objeto apresenta certas resistências a organização mental se modifica e a essa modificação se dá o nome de acomodação. Logo, o processo de inteligência é um processo de assimilação e acomodação.
  • Equilibração
Equilibração vem da ideia de equilíbrio. O sujeito ao entrar em contato com o objeto novo entra em conflito com esse objeto no sentido de desequilibrado. O objeto não se deixa conhecer facilmente, pois possui suas singularidades e para conhecer esse objeto é necessário acomodar, ou seja modificar para dar conta do novo conhecimento, então, equilibração na verdade é a constante busca de estabilidade do conhecimento. O crescimento da inteligência se dá pelo processo de desequilíbrio e equilíbrio em processo dinâmico. Por isso equilibração.
  • Abstrações empírica e reflexiva
Abstrações empíricas são as informações retiradas do objeto do conhecimento, é abstração empírica pois estou retirando informações do objeto do conhecimento, porem no processo de retirar essas informações, também pode ser pensado o relacionamento do sujeito com o objeto. As ações sobre esse objeto.
Abstração reflexiva é a informação retirada da ação sobre o objeto. Por exemplo, tenho dois carros de brinquedo, sendo que um é amarelo e o outro é verde, ao observar os carros percebo a diferença nas cores, faz-se comparações. Esse é o pensar sobre o agir, diante do objeto. Piaget diz que a construção do conhecimento se dá por Abstração empírica e abstração reflexiva. O processo de desenvolvimento da inteligência se dá pelo agir e pensar sobre esse agir.

  • Estágios
O desenvolvimento da inteligência não é linear, ou seja, simplesmente por acumulo de informação, mas um desenvolvimento que se dá por saltos, rupturas. Os estágios representam uma lógica da inteligência que será superada por um estágio mais avançado que apresenta outra lógica do conhecimento. Cada estágio representa uma qualidade da inteligência. Piaget definiu três estágios: Sensório-motor (0 a 24 meses); pré-operatório (02 a 07 anos) e; operatório (07 anos em diante). Dentro do estágio operatório Piaget fez a divisão em operatório concreto (07 a 12 anos em média) e operatório formal (12 anos em diante).

  • Estágio Sensório-motor
Antes dos trabalhos escritos por Piaget acreditava-se que a inteligência dava-se a partir da linguagem, ideia essa que ainda é muito forte em algumas pessoas. Esta fase do desenvolvimento de 0 a 2 anos é extremamente rica, pois demonstra que a inteligência começa a se estruturar muito antes da linguagem e por tanto nesse período de 0 a 24 meses são feitas uma série de conquistas cotidianas onde pequenos passos são dados para possibilitar a criança falar.
Segundo Piaget a inteligência é anterior à fala, pois a criança tem sobre o que falar porque esta construiu esse mundo, sobre o que falar, antes. Nesse estágio pode ser observada uma inteligência pré-verbal, uma inteligência sem linguagem, uma inteligência sem comunicação verbal com o outro. Este estágio também é chamado de inteligência prática, pois a criança comunica-se por meio de suas ações e percepções.
Objeto - a criança não tem noção ou clareza de que no universo onde se encontra há objetos e que está é um objeto entre estes objetos. O estágio sensório-motor é onde a criança constrói a noção de objeto. O objeto permanente é aquele objeto que embora não esteja perceptível, sei que existe. A criança aprende que algo existe mesmo que não esteja no seu campo de percepção, assim pode procura-lo.
Causalidade - é a fase em que a criança percebe que o mundo não se move a partir de sua vontade. É o momento onde começam a ser construídas as regras de movimento dos seres, objetos e que essas regras se aplicam a própria criança.
O período sensório-motor é o momento de construção de real e do próprio universo infantil onde as crianças apresentam a relação de meios e fins. É apresentado a criança o universo de leis objetivas. Ou seja, você apresenta um objeto a criança e depois cobre esse objeto com cobertor. A criança não tem noção que puxando o cobertor poderá entrar em contato com o objeto, no entanto por volta de 9 ou 10 meses a criança já consegue mover um objeto para poder apropriar-se de outro.

  • Estágio Pré-operatório
O estágio pré-operatório começa a partir dos 2 anos de idade, ou seja, há melhora na qualidade da inteligência e que Piaget chama de estágio da representação que é a capacidade de pensar um objeto através de outro objeto. A inteligência que era anteriormente uma inteligência em ação é agora uma inteligência em representação. A criança começa a organizar suas ações de modo coerente para que possa operar no seu universo de representações.
Piaget apresenta esta fase como uma das mais difíceis para criança, pois muitas das representações desta fase só serão superadas no estágio operatório.
Introdução à linguagem - é o momento de socialização da inteligência, porque a linguagem permite a comunicação.
Introdução à moralidade - é o momento em que a criança entra no mundo dos valores, das regras, das virtudes, certo, errado e esse é o momento evidentemente importante.
Egocentrismo - é a dificuldade da criança em perceber o ponto de vista do outro, pois está vê o ponto de vista do outro centrada em seu próprio ponto de vista. O exemplo disso é o fato da criança contar um fato como se a pessoa que escuta já soubesse a estória.
  • Estágio Operatório
Piaget observou na fase Pré-operatória o que falta para criança chegar na fase operatória. Operação é uma ação interiorizada reversível. No sensório-motor a criança tem ação, no pré-operatório a criança tem ação interiorizada e no operatório está ação é reversível, ou seja, a possibilidade de pensar a ação e pensar a anulação desta ação.
Sentimento de necessidade - nesta fase a criança vê as coisas como necessárias. No pré-operatório as coisas são prováveis e já no operatório são necessárias se deduzidas a partir de um raciocínio.

Estágio Operatório concreto e formal
O operatório concreto é a fase onde a criança trabalho com objetos comuns a sua experiência, ou seja, articula suas vivências. Operatório formal é a fase em que a criança trabalha com ideias, hipóteses e planos de ação.


Referência Bibliográfica

LIMA, Lauro de Oliveira. Piaget para principiantes. São Paulo: Sammus, 1980. 284p.


OS PENSADORES, Coleção. Jean W. F. Piaget: Epistemologia genética. São Paulo: Abril cultural, 1975

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Análise do filme “o garoto selvagem” a luz das teorias estruturalista e gerativista

O trabalho é a analise do filme “O garoto selvagem” segundo as teorias estruturalista e gerativa. Filme que segundo o diretor François Truffaut é uma história verdadeira e começa em uma floresta francesa no verão de 1798.
O filme tem inicio na floresta, onde uma camponesa recolhe frutinhas e alguns grãos. Esta ao se deparar com ruídos estranhos vindos do mato fica assustada e foge. Ao retornar trás com ela caçadores armados acompanhados por cães de caça.
Os caçadores perseguem o garoto mata adentro sem compreender bem o que perseguiam. Foi ao encurrala-lo em um buraco que perceberam tratar-se de uma criança. Nua, suja e com estranha agressividade. Uma criança que aparentava 11 ou 12 anos. O garoto (ator Jean-Pierre Cargol) é apelidada de “Selvagem de Aveyron”. Alimentava-se de grãos e raízes. Não fala, lê ou escreve e sua postura lembra um animal quadrupede.
O incidente é noticiado e a manchete chega às mãos do Prof. Dr. Jean Itard (ator e diretor François Truffaut) que se interessa pelo caso do “garoto selvagem de Aveyron”. A criança é trazida à Paris para que seja determinado seu grau de inteligência e para que seja observado o comportamento de um individuo privado de contratos sociais básicos e escolarização.
Sua chegada em Paris causa grande euforia, pois todos queriam ver o Garoto selvagem. Por aparentar deficiência auditiva a criança é levada a Institution nationale des sourds et moets onde é averiguado que não há deficiência auditiva, mas uma inversão na utilização dos sentidos que resulta em certa indiferença a determinados tipos de som.
Aos olhos da instituição e da sociedade a criança é vista como um “ser inferior” e diagnosticada com retardo, por esse motivo Dr. Itard é informado da possível transferência da criança para uma instituição que trate de patologias mentais. A posição de Dr. Itard com relação ao garoto é oposta, pois não acredita que haja retardo, mas que a criança teve a desventura de ser abandonada na floresta a própria sorte e sua falta de contato com seres de sua espécie transviaram sua conduta social. Este pede a guarda da criança às autoridades com o objetivo de educa-lo. Ao chegar à residência do Dr. Itard a criança é recebida pela governanta. Na casa o menino passa a ser chamado de Victor. O filme é de gênero dramático e seu título original é L’enfant sauvage, dirigido por François Truffour em 1969, conta a história do Dr. Jean Itard na tentativa de descrever as competências do jovem Victor, “o garoto selvagem”.
A análise do filme fará valer os processos de desenvolvimento da linguagem da criança (Victor) a partir de sua chegada à casa de Dr. Itard. Serão feitas observações dentro de duas teorias linguísticas. A primeira é a teoria estruturalista representada por Ferdinand de Suassure que afirma o som como instrumento da linguagem e que este pode ter um lado individual (fala), um lado social (língua) e o lado individual social (linguagem) e a segunda é a teoria gerativa representada pelo teórico Noam Chomsky que apresenta como princípio fundamental do gerativismo a ideia de que número limitado de regras pode gerar um infinito de sequências possíveis. Seu processo é dedutivo, pois parte da abstração (a descrição) para o concreto (a explicação).

Teoria estruturalista

Um dos maiores objetivos do Dr. Itard, sua motivação é a de conseguir reconstituir o contexto histórico do menino. Reconstituir sua vivência no isolamento, mas para isso teve de imergir a criança no contexto social da época e apresentar-lhe o instrumento fundamental da linguagem. O som.
A criança não articulava palavras, emitia ruídos como grunhidos de animal e seria fundamental para objetivos de Dr. Itard que a criança adquirisse uma linguagem com a qual pudesse comunicar de modo consciente.
Durante o filme a criança é apresentada a objetos comuns a cultura em que se encontrava: uma chave, uma tesoura e um martelo. A própria convivência com outras pessoas na tentativa de estimular seu lado social, tornando-o receptivo a língua. Ao mesmo tempo Victor é estimulado a articular sons que representem sua vivência como o simples ato de pedir algo, no caso o “leite”. O filme termina antes de Victor demonstrar uma linguagem para comunicar de modo consciente, pois a junção da vasilha com a fala “leite” parece um gesto simbólico que comunica apenas aquele grupo social onde Victor está inserido.

Teoria gerativa

A partir de sua chegada a residência de Dr. Itard, Victor é apresentado a conteúdos sociais como: sentar-se a mesa para se alimentar, utilizar talheres, vestir roupas, pentear o cabelo, tomar banho. Todo este processo gera conteúdo para utilização da língua e assim exercitar a fala. O conjunto limitado de representações sociais que parecem possibilitar a fala.
Dr. Itard apresenta a Victor ferramentas comuns. No inicio apenas três e depois sequências maiores para que a criança exercitasse o reconhecimento sonoro dos objetos. Durante as atividades o professor pede o objeto e Victor vai até um outro cômodo busca-lo.
Em certo momento do filme o professor troca as imagens dos objetos desenhados na lousa por representações escritas, o que causa desconforto e empatia na criança que passa a abandonar as atividades.
É notório o fato, enquanto as atividades trabalhavam com linguagem visual a criança conseguia passar da abstração para o objeto concreto, não havia perturbações no processo dedutivo. No entanto quando o professor muda a forma de comunicar para linguagem escrita isso causa desconforto na criança que recusa a atividade.
O processo dedutivo que Dr. Itard tenta despertar em Victor não apresenta conclusões no filme, mas o final implica que Victor foi bem sucedido em sua aprendizagem e por ventura na aquisição da linguagem adequada a sociedade da época.

Conclusão

Ao analisar o filme “O garoto selvagem” segundo as teorias estruturalista e gerativa, concluiu-se que o menino Victor ao exercitar sua sociabilidade foi capaz de adequar-se a língua, assim exercita sua fala para comunicar pequenas necessidades como a de uma tigela de leite. Logo, o contato social do garoto com o mundo civilizado organizou a articulação da fala para que essa fosse utilizada de modo consciente para comunicar aos da mesma espécie.
Os estímulos para os processos de dedução contribuíram para comunicação e raciocínio lógico. Importante para que a linguagem passe da mera descrição para algo explicativo.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BORGES NETO, José. O empreendimento gerativo. In: MUSSALIM, Fernanda; BENTES, Anna Christina (Org.). Introdução à linguística: fundamentos epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2005. p. 93- 129

INFOESCOLA. Teoria Gerativa de Noam Chomsky. Disponível em: http://www.infoescola.com/comunicacao/teoria-gerativa-de-noam-chomsky/. Acesso em: 06 Set 2016

SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 2012

TRABALHOS DE PSICOLOGIA. O garoto selvagem de Averyon. Disponível em: http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/psicologia/psicologia_trabalhos/meninoselvagem.htm. Acesso em: 06 Set 2016


YOUTUBE. O garoto selvagem. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=K6GZPuxuBTU&list=LL-1WN7RgAkbdHdU2MDyU8mw&index=2. Acesso em: 05 Set 2016

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Linguística Aplicada no contexto do Ciberespaço

É durante a leitura de e-mails onde percebemos que alguma comunicação deixou de acontecer, pois a caixa de diálogos abriu numa língua que não compreende. Mas você com certeza conhece as palavras “yes” e “now”, sendo que o “yes” responde a pergunta da caixa de diálogos cancelando a instalação de algum aplicativo inútil, enquanto a palavra “now” respondia que você desejava instalar o aplicativo “agora”, mas como parece muito com as palavras “no, not, non, nay” você com certeza fez o que não queria. Essa é uma técnica muito utilizada para instalar vírus, programas indesejáveis e tantas outras coisas. No entanto, esse é apenas um exemplo, pois o contexto globalizado atual é bem mais exigente e a leitura de caixas de e-mails é apenas um detalhe.
A juventude está mais avançada e o que servia apenas a empresas e pequenas empresas hoje assumiu um caráter de pessoalidade. Temos de observar a realidade dos Weblog ou blog sites. Quantas vezes os usuários de blogs abriram seus e-mails e entre as mensagens havia alguma escrita em língua estrangeira. Usuários frequentes de blogs fazem leituras estatísticas de seus visitantes e quantos já não ficaram espantados, porque entre os visitantes havia alguém da ilha Maurício.
Quem já recebeu e-mail da Alemanha ou da França e ficou pensando: o que está escrito aqui? Vai até o Google tradutor e não entende muito bem o que está escrito ou tenta escrever uma resposta no Google tradutor e esse não consegue transmitir sua mensagem com exatidão.
A pesquisa bibliográfica desse estudo é composta por artigos de Linguística Aplicada e naturalmente artigos retirados da web que tratam do assunto Blog. Este é um estudo exploratório que busca hipóteses relevantes à importância da aquisição de língua estrangeira que possa responder as necessidades comunicativas dos Blogs. Esse trabalho tem relevância para estudantes e professores de Língua estrangeira, escritores de Blogs e também leitores desses sites. Esse artigo comunica aos futuros escritores de Blog e principalmente aos atuais para que possa atualizar-se das informações aqui contidas e/ou rever suas prioridades.
Temos de compreender a importância de saber o que é um Blog site? E responder a necessidade de aquisição de língua estrangeira para manutenção e atualização de seus Posts e assim facilitar acesso a usuários estrangeiros. Organizar um breve histórico sobre linguística aplicada e sua aplicabilidade no trabalho com Blogs e por fim organizar conclusões que qualifiquem o uso de Blog sites na escola por professores de língua estrangeira.

Leituras sobre Linguística

A história da linguística aponta Ferdinand de Saussure como fundador da Linguística moderna, pois seus estudos sincrônicos marcaram o século XX e estes colidiam com os estudos históricos do século XIX. No entanto a linguística da segunda metade do século XX é a linguística herança de Saussure e seu fundamento é estrutural, esta elabora sobre a ideia de que “a língua é um sistema de signos independentes” (FARACO, 2005).
Linguagem é a competência dos seres humanos na produção, desenvolvimento e compreensão da língua e outras manifestações como a dança, a música, pintura, desenho.
Linguagem é uma maneira de se comunicar, ou seja, tudo aquilo que usamos para comunicar algo. Podem ser usadas palavras, gestos, cores, sinais de trânsito. Essas entre outras coisas são formas de linguagem. Tipos de linguagem como a Linguagem verbal, onde é utilizada a língua para falar, a linguagem não-verbal, dança, pintura e a linguagem mista, onde estão presentes a linguagem verbal e a não-verbal.
A fala é ato individual; resulta da combinação feita pelo sujeito falante utilizando um código da língua. É dessa combinação “linguagem-língua-fala” que surge a linguística. A fala se manifesta nos códigos da língua que possui padrões culturais para que os sujeitos falantes possam se identificar. Linguagem natural e linguagem adquirida. Por exemplo: a língua portuguesa, a língua italiana, a língua francesa e assim por diante.
A linguística é constituída por todas as manifestações da linguagem humana, sejam povos selvagens ou povos civilizados, de épocas arcaicas, clássicas ou decadência, observa-se nos períodos não só a linguagem correta e a “bela linguagem”, mas toda forma de expressão. Não há certo e errado no estudo da linguística, mas há o porquê de determinadas linguagens.

Fatores que determinam diferentes abordagens sobre a linguagem:



  1. Estudo sobre “certo” e “errado”: é muito comum as classes sociais dominantes é necessária a colocação do que é certo e errado na linguagem (gramática normativa).
  2. Estudo da língua estrangeira: o contato com outras sociedades exige que compreendamos outros falares. Aprende-se outras línguas pelo contato com outras línguas.
  3. Estudo filológico da linguagem: a necessidade de compreender formas linguísticas do passado para traduzir textos escritos em linguagens obsoletas.
  4. Estudo lógico da linguagem: a necessidade de transformar a linguagem em instrumento eficiente para o pensamento filosófico, assim como transformar o pensamento filosófico, disciplinador da linguagem. Nesse sentido que é necessárias regras gramaticais que servem como orientadoras do pensamento filosófico.
  5. Estudo biológico da linguagem: determina que a linguagem dependa de predisposição biológica. O ser humano nasce predisposto a utilizar a linguagem.
  6. Estudo histórico da linguagem: a linguagem é fato ou acontecimento histórico. A linguagem é estudada desde seus primeiros momentos até o momento atual.
  7. Estudo descritivo da linguagem: tem como foco a função da linguagem na comunicação social e os meios pelos quais preenche essa função.
A linguística é interdisciplinar, transita por diversas áreas do conhecimento. Depende da área de atuação, ponto de vista e teoria. Após o breve parêntese ao conteúdo da linguística seguiremos direção a sua relação com o estudo, ensino e aprendizagem da língua estrangeira. A linguística Aplicada.
A linguística aplicada surge como disciplina intelectual no contexto da segunda guerra mundial, na década de 40. Seu inicio está diretamente vinculado ao ensino de língua estrangeira, sendo institucionalizada por volta de 1948 e em Janeiro deste mesmo ano é lançado o livro Language Learning: A journal of applied linguistic. Outros eventos, também contribuíram para configurar a linguística aplicada como: aplicação de teorias e princípios da linguística, outro exemplo é um campo de investigação voltado para o ensino de língua estrangeira, a criação do English Language Institute (ELI), na Universidade de Michigan no ano de 1941. O professor Charles C. Fries funda o ELI com o objetivo de realizar pesquisas sobre o ensino de inglês como língua estrangeira e testar materiais que tivessem como base os conhecimentos teóricos da época. No ano de 1986, Jack C. Richards e Theodore S. Rodgers publicaram Approaches and methods in language teaching: a description and analysis considerado referência da área de ensino e aprendizagem de língua estrangeira.
O estruturalismo é a teoria linguística em vigor nesse período e as universidades americanas colaboraram para o desenvolvimento do curso e de materiais pedagógicos voltados para o ensino do inglês. Contribui para abordagem ser conhecida como estrutural e teve como contribuição para o crescimento a criação do periódico Language learning.
Na década de 60 o conceito de linguística aplicada persiste como ensino de línguas, mas já é campo expandido para incluir estudos sobre avaliação e testagem, política linguística e a aquisição de língua estrangeira.
O mundo globalizado sente necessidade de melhor compreensão sobre linguística aplicada. A comunicação extrapolou as fronteiras dos países e a facilidade de acesso a conteúdos é ilimitada. Logo, é necessário estarmos atentos às novas necessidades da Cybercultura, e explorar a possibilidade e necessidade de Weblogs bilíngues. Mas, então o que é Weblog ou Blog?

Weblog ou blog site um mistério sem mistério

É uma forma eficiente de comunicação rápida, barata e que interage com públicos e colegas de trabalho, este é o Weblog ou Blog (registro eletrônico). Uma página na web onde podem ser comentadas e alteradas as publicações.
As publicações são chamadas de postagens ou simplesmente post. Quando atualizado frequentemente o blog torna-se um arquivo documental com possibilidade de consulta rápida. Foram criadas para organizar ações promovidas por empresas mantendo todas as suas filiais informadas sobre as ações e relatórios de consultoria. Esses arquivos podem ser públicos ou privados.
A preocupação da maioria dos usuários é com relação à divulgação dos materiais, ou seja, a superexposição na web. Ter um blog site é simples e rápido, mas a manutenção com postagens originais frequentes é trabalhosa e exige atividades de pesquisa, leitura e escrita constantes. Muitos blogs são compostos de conteúdos copiados ou informações falsas, são posts fakes.
No entanto a internet não é apenas informações falsas, há uma quantidade relevante de escritores que acreditam no conteúdo e na credibilidade que devem transmitir aos leitores, pois tem consciência dos caminhos tomados pela informação após seu lançamento no ciberespaço.
Quando bem utilizado o ciberespaço é um local de mobilização para o conhecimento; construção do conhecimento; e elaboração e expressão da síntese do conhecimento. A construção do conhecimento é mediada por relações de aprendizagem colaborativa que dentro do ciberespaço é um processo complexo de atividade social.
O ciberespaço já foi o espaço eletrônico, acessado através apenas do micro computador, onde se trabalhavam com dados, informações e memória coletiva, onde acontece interação e comunicação entre pessoas e grupos, independente do tempo e do espaço, o que configura produção de conhecimento fruto da ação coletiva, onde competências e modelos mentais independem da diversidade.
O ciberespaço eletrônico inicialmente acessado no micro computador, hoje está mais ágil com a facilidade atribuída aos smartphones, o que tornou ainda mais rápido o trabalho com dados, informações e memória coletiva.
Após observar tantos predicados atribuídos aos trabalhos com weblogs dentro do ciberespaço temos de observa-lo amplamente extrapolando as fronteiras de nossa língua. Atribuir uma segunda língua ao seu perfil no ciberespaço é ultrapassar fronteiras, permitir que suas contribuições sejam acessíveis a outras culturas conduzindo atitude aberta e prospera ao espirito transdisciplinar.
Abrir as portas do ciberespaço para políticas linguísticas de inclusão pode favorecer políticas institucionais plurilinguísticas. Assim, utilizar o bilinguismo na atualização de blog sites seria uma prática política de inclusão que pode favorecer ao estudo de linguística aplicada para ações educativas nas escolas de ensino regular.

Capital cultural e a língua estrangeira

Reflexões sobre a noção de identidade no contexto virtual, transculturalismo, multiculturalismo e as diversas situações em que a identidade dos indivíduos podem mudar ou se misturar, pois as identidades são construídas através da linguagem. O funcionamento da língua estrangeira para as outras disciplinas e de outras disciplinas para língua estrangeira sem o qual não pode ser inter/transdisciplinaridade.
Os estudantes são dotados de capital cultural particular que atualmente é muito explorado dentro do cyberespaço. São os jogadores de vídeo game e os you tuber que configuram atualmente um grande número de jovens que tem canais de Web TV. O educador que estiver dentro do contexto virtual pode diagnosticar áreas que podem ser trabalhadas para uma aprendizagem efetiva de língua estrangeira, pois o conteúdo de internet é livre e determinadas redes sociais podem com muita facilidade expandir a proposta dinâmica de utilização de língua estrangeira nos Blogs.
O educador vai identificar as necessidades de informação dos estudantes, abrir as portas do cyberespaço para o trabalho de pesquisa e produção de conhecimento. Ao abrir as portas da pesquisa os estudantes poderão ser orientados dentro da escola sobre as fontes confiáveis para estudo. Os estudantes poderão propor ações transformadoras para aplicação do conhecimento dentro e fora do cyberespaço. Organizar um ambiente facilitador da própria aprendizagem e compartilhar esse ambiente servindo de fonte de leitura para outros estudantes, o que possibilita aos conteúdos escolares propostas de avaliação que extrapolam aos limites da sala de aula e a utilidade limitada que esta oferece aos conteúdos.
A escola deve tornar-se mediadora do cyberespaço e por meio deste incentivar diálogos, ações em grupo e contextualizar conhecimentos para que os estudantes possam lidar com preconceitos, crenças e valores existentes. Portanto, o estudo de língua estrangeira na escola deveria organizar-se dentro dos novos contextos comunicativos apropriando-se dos Weblogs ou Blogs como tecnologia mediadora de um processo de ensino-aprendizagem de língua estrangeira na prática.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

FARACO, Carlos Alberto. Estudos pré-saussurianos. In: BENTES, Anna Christina; MUSSALIM, Fernanda (Org.). Introdução à linguística: fundamentos epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2005. p. 27- 52

GOOGLEPDF. A linguagem no contexto da globalização. Disponível em: http://www.faceq.edu.br/regs/downloads/numero13/a-linguagem-no-contexto-da-globalizacao.pdf. Acesso em: 25 Jul. 2016

GOOGLEPDF. Linguística aplicada ontem e hoje. Disponível em: https://ufscdeutsch2010.files.wordpress.com/2010/10/capitulo1-caderno.pdf. Acesso em: 16 Jul. 2016

GOOGLEPDF. Por uma Linguística aplicada indisciplinar. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbla/v8n1/11.pdf. Acesso em: 23 Jul. 2016

LADO, Robert. Introdução à linguística aplicada. Petrópolis (RJ): Vozes, 1971

SANTOS, Pedro Perini. Ensaio sobre linguagem, pobreza e políticas linguísticas. Disponível em: http://revistas.unibh.br/index.php/dchla/article/view/428/229. Acesso em: 16 Jul. 2016

SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 2012

SCIELOBRASIL. DELTA: Documentação de Estudos em Linguística Teórica e Aplicada. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502003000200008. Acesso em: 23 Jul. 2016

UABUNITINS. O que é linguística e suas ramificações. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=6dYmDQzvLJY. Acesso em: 23 Jul. 2016

UNIVESPTV. Educação e sociedade: capital cultural. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=W41rpXfllCY&index=1&list=PLJc9tjsZdxlWKpQTtfSLdHAM19T5DXdpG. Acesso em: 18 Jul. 2016

ZANOLI, Maria de Lurdez. In: EDUCAÇÃO, GESTÃO E SOCIEDADE. A linguagem no contexto da globalização. Disponível em: http://www.faceq.edu.br/regs/downloads/numero13/a-linguagem-no-contexto-da-globalizacao.pdf. Acesso em: 16 Jul. 2016



domingo, 17 de julho de 2016

Ferdinand de Saussure: Curso de linguística geral


A ciência que se constitui em torno dos fatos da língua passou por três fases sucessivas antes de reconhecer qual é seu único objetivo. O primeiro momento é a gramática, disciplina normativa que visa distinguir as formas corretas das incorretas, a seguir temos a filologia, termo que vinculou-se ao movimento criado por Friedrich August Wolf em 1777 e que prossegue até os dias de hoje. A língua está longe de ser o único objeto da filologia, pois esta quer fixar, interpretar e comentar os textos e tem por método próprio a crítica. A única e grande falha da crítica filológica é seu apego a a língua escrita e esquecer a língua falada e a terceira fase foi a gramática comparada que tem por objetivo responder a língua por meio de outra língua, explicar as formas de uma pela forma da outra. Franz Bopp publica o Sistema de conjugação do Sânscrito em 1816. O seu livro é um estudo sobre as relações do Sânscrito com o germânico, o grego e o latim. Trabalho que já havia sido iniciado pelo orientalista W. Jones. Bopp compreendeu que a relação de línguas afins poderia tornar-se matéria de uma ciência autônoma.
O erro da gramática comparada foi ignorar a natureza de seu objeto de estudo, assim não se perguntava onde levariam as comparações e o porquê delas, mas em 1870 quando estas perguntas foram formuladas percebeu-se que a comparação seria somente o meio, ou melhor, o método para reconstituir os fatos, então nasce verdadeiramente a Linguística.
A matéria da linguística é constituída por todas as manifestações da linguagem humana, desde povos selvagens a nações civilizadas. Considera não apenas a linguagem correta e a bela linguagem, mas todas as línguas e expressões. É tarefa da linguística fazer a descrição das famílias das línguas e reconstituir a língua mãe de cada família.
A linguística têm relações estreitas com outras ciências que tanto lhe fornecem dados como lhe tomam emprestado.
O fenômeno linguístico apresenta duas faces indissociáveis, pois uma não vale sem a outra. O som é instrumento da linguagem. O lado individual é a fala, o lado social é a língua e o lado individual e social é a linguagem que por sua vez é multiforme e heteróclita, ao mesmo tempo física, fisiológica e psíquica.
Para achar a esfera que corresponde a língua é necessário reconstituir o circuito da fala, por exemplo: em indivíduos A e B, o ponto de partida se situa no cérebro do indivíduo A (conceitos associados as representações dos signos linguísticos ou imagens acústicas que servem para exprimi-los) onde acontece o fenômeno psíquico seguido por um processo fisiológico onde o cérebro transmiti informações aos órgãos de fonação impulsos relacionados a imagem se propagando de A até B, processo puramente físico, o processo se prolonga em B numa ordem inversa.
A semiologia é a ciência que estuda a vida dos signos no interior da vida social, ensina no que consiste os signos e que leis os regem. A linguística é parte dessa ciência geral, assim como sinais militares, alfabeto de surdo e mudo, ritos simbólicos. A linguística é só a mais importante entre todas as citadas e as leis que a semiologia descobrir serão aplicadas a linguística.
O linguista tem o dever de conhecer um quantitativo significativo de línguas para extrair delas o que há de universal, mas geralmente o conhecimento é limitado ao escrito. É importante para o linguista dispor de amostras fonográficas como é feito em Viena e em Paris.
A língua e a escrita são sistemas distintos, a única razão da escrita é representar a língua. A palavra escrita mistura-se com a palavra falada que acaba por ocupar o papel principal, por esse motivo da-se maior importância ao signo vocal do que o próprio signo. O motivo desse engano é que a imagem gráfica das palavras emprisionam como objeto permanente e sólido. São impressões nítidas e duradouras diferente das impressões acústicas. Isso explica o motivo pelo qual esquecemos que aprendemos a falar antes de escrever.
Existem dois sistemas de escrita: o ideográfico (palavra representada pelo signo único e estranho ao som, um exemplo é escrita chinesa) e o sistema fonético (reproduz a série de sons existentes na palavra).
A palavra escrita tende a substituir a palavra falada no dois sistemas de escrita, mas tal tendência é comum ao sistema ideográfico. As causas de desacordo da grafia são numerosas, pois a língua evolui constantemente ao passo que a escrita permanece imóvel.
A língua é considerada uma nomenclatura, uma lista de termos que corresponde a tantas outras coisas, ou o vinculo que une o nome a outra coisa é chamado signo. O signo é formado por imagem acústica e conceito, no entanto a imagem acústica não é o som físico, mas é impressão psíquica que passa. O conceito e imagem acústica estão sempre juntos, por exemplo quando procuramos o conceito de "lobo" temos que lembrar tanto seu conceito como sua imagem acústica.
Apesar de chamar de signo a junção de conceito e imagem acústica, o termo signo acaba por representar apenas a imagem acústica. Para desaparecer a ambiguidade tem-se de substituir os termos conceito e imagem acústica por significado (conceito) e significante (imagem acústica).
Os princípios do signo linguístico são: arbitrariedade do signo, a ideia não tem relação com a sequência de sons na palavra o que faz não haver importância na sequência sonora; o caráter linear do significante, o significante por ser de natureza auditiva desenvolve-se no tempo apenas e possui a natureza do tempo.


Referência Bibliográfica

SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 2012

sábado, 16 de julho de 2016

Contracultura: o futuro repetir o passado é o museu sem grandes novidades


Todos os dias crianças vão à escola para copiar conteúdos pautados em materiais historicamente sistematizados, para depois reproduzir esses conteúdos no decorrer de sua vida ou simplesmente na hora da prova. Quando apresentados as crianças, são usados como referência monumentos simbólicos que estão espalhados pelo espaço urbano; deve-se dominar, também, os fatores que o levaram a estar ali. Quais os motivos de sua construção, produção ou até os motivos de sua permanência no local.
Um fato interessante deste dantesco problema são os espaços físicos das escolas, mais especificamente seus nomes, como: Deodoro de Mendonça, Marechal Hermes, Almirante Barroso. Até que ponto as crianças conhecem a história dos personagens que deram nomes as suas escolas e a maioria das escolas do país.
Todos são passivos ao contexto histórico dominante e a escola é a lapidadora social dessa realidade. Segundo Santos Filho (2007), os monumentos históricos e obras de arte dependem da contextualização histórica sob a qual foi construída, para que assim possa resistir ao tempo.
O período da ditadura militar foi o momento de maior abrangência desses monumentos e nomes simbólicos que fazem parte da atual realidade. Santos Filho (2007), diz que os 25 anos de fascismo vividos no Brasil acabaram resultando em um processo de negação histórica ou total desconhecimento da história nacional.
Esse estado de negação causado pelo período militar manifesta-se hoje nas escolas, mais claramente nos jovens que a frequentam e que por negarem seu contexto cultural histórico compartilham entre si à experiência de novas culturas, de novas realidades onde possam manifestar-se enquanto seres sócio-histórico-culturais que são. Para Pereira e Santos (1985) cultura é uma ação acidental, existente no momento histórico em que subsistem como produto dos homens na defesa de sua liberdade de pensar, agir e sentir.
No mundo atual ou melhor dizendo, na era da informação os jovens são livre para atuar no mundo como mediadores das diferentes culturas existentes no mundo, o constante estado de transformação pelo qual as crianças e jovens passam até chegar a idade adulta é cheio de infortúnios. Quando se pensa em juventude, muitos pensam em problemas já que os jovens negam os valores culturais e morais impostos e se manifestam em tudo que é diferente, promovem segundo Pereira (1985), dessa forma um contexto de contracultura ou cultura marginal que  independe dos conceitos morais impostos pela família ou qualquer outra instituição que o reprima .
Com uma juventude que surge com o seu tempo e vive esse momento; a escola precisa segundo Castro (2006, p.37) “ser repensada: sua estrutura, gestão, seu funcionamento, currículo; e isso, não somente para acompanhar mudanças, mas para não deixar escapar a função educativa da escola, assegurando a formação geral do educando”.
Essa reorganização da escola ainda segundo Castro (2006), é necessário que a escola possa construir uma identidade solida e com a participação das pessoas que a compõem, que resulte na sua autonomia que é exercitada nos objetivos que a direcionam.
É preciso repensar o currículo e suas finalidades para que a escola caminhe em conjunto com os processos de revolução cultural (CASTRO, 2006).
Compreender como acontece o processo de transformação cultural nos lança em direção a uma conceitualização do que viria a ser essa manifestação humana tão incrível que é a Cultura. Para Trindade (2002) cultura é um processo dinâmico que acompanha os indivíduos em sua historicidade e se expande nas mais diferentes formas de produção artística.
Existem na história das sociedades os processos colonialistas que alimentam a formação dos conjuntos populacionais culturais, ou seja, a classe dominante acredita ser a única possível produtora de cultura, reprimindo dessa forma as massas populacionais. Uma classe de desnecessários que ficam de fora dos planos de divisão econômica, excluída das oportunidades de emprego (TRINDADE, 2002).
Com todo esse emaranhado de processos de formação cultural surge nos Estados Unidos da América o movimento de Multiculturalismo que segundo Brandim e Silva (2008) é um movimento teórico iniciado em meados do século XX e difundido no ocidente combatendo discriminações e preconceitos, principalmente de caráter étnico-cultural e tem como representante a chamada globalização econômica.
Trabalhar os currículos escolares no mundo globalizado tem surgido de modo cada vez mais complexo para a sociedade, pois o universo da criança se origina em casa, passa pelo caminho que leva até a escola e nela, a escola, se marginaliza e marginaliza todo o conhecimento que a criança trás consigo; configura de modo irredutível a ação do cotidiano que a escola não consegue acompanhar. O professor deve de todas as formas possíveis compreender seu trabalho com a escola como algo indissociável a sua vida cotidiana, compondo sucessivas possibilidades de ação educativa (CASTRO, 2006).
A escola deve acompanhar em parceria com a família as mudanças do cotidiano para dessa forma não perder de vista o ponto mais importante, o aluno. A história nos auxilia com um conjunto de conhecimentos que provam que não se deve lutar de forma impositiva contra o futuro, o multiculturalismo surge hoje como mecanismo de projeção contracultural que se manifesta de forma radical (PEREIRA, 1985).


Referência Bibliográfica

MRDRUNKKOALA. O que é Arte? Para que serve? Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=VzBk-lwoIHY. Acesso em: 09 Jul. 2016.

NETO, Julian. Mário Sérgio Cortella: Qual é o papel da escola? Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=n97RXpgXJ40. Acesso em: 09 Jul. 2016.

NETO, Julian. Viviani Mosé: A crise da Arte. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=plZhcbJLVRk. Acesso em: 09 Jul. 2016.

PENIN, Sonia Teresinha de Sousa. Didática e cultura: O ensino comprometido com o social e a contemporaneidade In: CASTRO, Amelia Domingues de; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (orgs). Ensinar a ensinar. Didática para a Escola Fundamental e média. São Paulo: Thomson Learning, 2006. (p. 33 a 52).

PEREIRA, Carlos Alberto M. O que é Contracultura. São Paulo: Círculo do Livro, 1985.

SANTOS FILHO, João dos. O espaço urbano e a cultura da resistência. In: CIÊNCIA & VIDA. Sociologia especial: As cidades e a sociedade. Escala: Ano I. Nº 1. Pág. 52 – 57. 2007.

TRINDADE, Azoilda L. da. Cultura, diversidade cultural e Educação In: TRINDADE, Azoilda L. da. Multiculturalismo mil e uma faces da escola. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. (p. 17 a p. 32).

TORRES, Henderson Cristiano. Arte ou artesanato? Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ONyBZuQ7xb0. Acesso em: 09 Jul. 2016